26 de março de 2007

Dez Réis de Esperança


Se não fosse esta certeza

que nem sei de onde vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.

Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.

(...)

António Gedeão

3 comentários:

Fernando Ilídio disse...

Foi com enorme surpresa que soube que estava a ser equacionada a possibilidade de alguns agrupamentos de escolas serem extintos e entre eles o Agrupamento de Escolas Horizontes do Este. Fiquei deveras surpreendido porque conheço este Agrupamento desde a sua constituição e tenho observado de perto o empenhamento, dinamismo e profissionalismo dos responsáveis dos órgãos de gestão e dos professores, o envolvimento das famílias e das instituições locais, a capacidade de inovação e a qualidade dos seus projectos e actividades.
Enquanto coordenador da Prática Pedagógica do curso de licenciatura em Ensino Básico, 1º Ciclo, da Universidade do Minho, tenho colaborado com os órgãos de gestão do Agrupamento e algumas das suas escolas e professores, nomeadamente, cooperantes da prática pedagógica, encontrando nestes contextos uma grande abertura e um extraordinário acolhimento dos estudantes/estagiários, quer em termos do ambiente humano, quer da formação e desenvolvimento profissional.
De facto, a relação entre a Universidade do Minho e este Agrupamento de Escolas tem sido profícua e exemplar, ao ponto de vários estudantes manifestarem interesse em realizar o seu estágio nas escolas que o integram, apesar de implicar a sua deslocação para fora da cidade. Além disso, este Agrupamento foi recentemente escolhido pela Universidade do Minho para integrar a Rede de Escolas Cooperantes, com as quais celebrou um protocolo que inclui, entre outras valências, a colaboração nas actividades de Iniciação à Prática Profissional, incluindo a Prática de Ensino Supervisionada, no âmbito dos cursos de formação de professores da Universidade do Minho, agora reformulados de acordo com o processo de Bolonha.
Conhecendo bem a qualidade deste Agrupamento, nas suas vertentes organizacionais e pedagógicas, e tendo ouvido frequentes vezes responsáveis do Ministério da Educação, responsáveis autárquicos, e outros, referirem-se a ele como um exemplo a seguir por outros agrupamentos, estou certo de que também estas pessoas ficaram surpreendidas com o facto de ter sido equacionada a sua extinção e não deixarão de se pronunciar no sentido da sua continuidade: a bem de todos os que estão envolvidos, especialmente, os alunos e as famílias.
Na verdade, são os alunos e as famílias que mais têm ganho com este Agrupamento, devido às suas dinâmicas internas, mas também à forma exemplar como se tem processado a colaboração e a articulação entre o Agrupamento e a Escola que acolhe os seus alunos que concluem o 1º ciclo – o Externato Infante D. Henrique/Alfacoop –, ao nível dos recursos, das parcerias, dos projectos e actividades, assegurando a articulação curricular e a sequencialidade e continuidade educativas, não no plano retórico mas em acções concretas.
Ora, num tempo em que se reconhece o esgotamento do modelo centralizado e burocrático de organização dos sistemas educativos e das escolas e se vê na organização em rede e em parceria uma alternativa, o Agrupamento de Escolas Horizontes do Este, enquanto exemplo de boas práticas, deve ser estimulado a continuar para que possamos aprender com ele.
Estou, pois, profundamente convicto de que este Agrupamento se manterá como uma referência no nosso país, pois havendo tanta coisa a mudar, não creio que se mude o que está a funcionar bem, apenas com base em critérios administrativos. Se houver dúvidas, devem ser ouvidas as pessoas concretas: os alunos, as famílias, os professores, os autarcas, as populações locais. Ou não é para e com elas que as escolas existem?

Fernando Ilídio Ferreira
Professor da Universidade do Minho

Anónimo disse...

Não conheço cabalmente o funcionamento deste agrupamento.
Todavia acho que é mais uma das arbitariedades económica e irresponsável do nosso Ministério

Eugénia Teodózio disse...

tenho pena que nao tenhas postado todo o poema. porque é, de facto, todo o poema que nos faz pensar e repensar em todas as nossas atitudes. é, de facto, todo o poema que nos faz perceber que ha coisas muito erradas neste mundo e que depende de nos muda.lo.
falo do nosso mundo como planeta terra.
é importante que percebamos que nao estamos sozinhos nele e que existem tambem os tao fundamentais animais e plantas. nao sao apenas fundamentais para a nossa alimentaçao mas sim para o funcionar em harmonia de todo este grande globo onde, por agora, ainda habitamos.
esses animais e plantas vivem os seus ciclos de vida com calma e serenidade e penso que e muitissimo importante para nos, humanos, perceber que e isso que nos falta: calma, serenidade.
so desta forma conseguiremos fazer este mundo andar realmente para a frente, faze.lo avançar em paz, amor e harmonia com todos os homens e com tudo o que nos rodeia.
é notorio que o antonio gedeao sempre passou esta ideia em todos os seus poemas, em todos sem excepçao e fico contente que haja pessoas que se façam valer dos seus talentos para passar esta ideia de perfeiçao que devemos atingir.
sei que tambem quiseste deixar implicita esta parte da sua mensagem e felicito.te por isso. porque tiveste a coragem de enviar este alerta para todas as pessoas que visitam o teu blog, e fizeste.o sem medo, assinando com o teu nome!
creio que sao estas as atitudes que permitiram salvar este planeta de todo o mal que esta a sofrer.
nao nos podemos esquercer que nao podemos destrui.lo porque, quanto mais nao seja, ele nao e so nosso, e tambem de todos os animais, plantas e seres vivos em geral que o habitam. e como seres racionais temos o dever de o preservar, proteger e cuidar, para nos e para os restantes seres vivos.porque juntos, nos e eles, conseguiremos salvar este mundo.
antonio gedeao faz passar isso muito bem e ainda bem que tu tambem consegues ver isso nos seus poemas, como eu consigo. garanto.te que somos uma minoria de pensadores, porque a maioria das pessoas fica.se pelas palavras e pela beleza que a metrica e o verso incutem em nos.
mais uma vez, parabens pela coragem que tiveste.
provavelmente estranhaste este comentario, por seres compreendido em tao grande plenitude, porque tenho a certeza que a maioria das vezes as pessoas comentam este blog mas nao vao realmente ao encontro do que querias dizer porque se ficam pelo obvio, pelo que e nitidamente visivel e se esquecem da mensagem implicita que queremos transmitir. mas, por isso, e como sei que tens as mesmas linhas de pensamente que eu, pelo menos a respeito de este assunto, virei aqui mais vezes, comentar o teu blog e fazer.te sentir reconhecido e feliz por seres compreendido de verdade
parabens!
Eugénia Teodósio