26 de março de 2007
Dez Réis de Esperança
Se não fosse esta certeza
que nem sei de onde vem,
não comia, nem bebia,
nem falava com ninguém.
Acocorava-me a um canto,
no mais escuro que houvesse,
punha os joelhos à boca
e viesse o que viesse.
(...)
António Gedeão
O Sonho
Pelo sonho é que vamos,
Comovidos e mudos.
Chegamos? Não chegamos?
Haja ou não frutos,
Pelo Sonho é que vamos.
Basta a fé no que temos.
Basta a esperança naquilo
Que talvez não teremos.
Basta que a alma demos,
Com a mesma alegria, ao que é do dia-a-dia.
Chegamos? Não chegamos?
-Partimos. Vamos. Somos.
Sebastião da Gama, Pelo Sonho é que Vamos
Associação de Pais do Externato Infante D. Henrique
A Cooperativa de Ensino Alfacoop – Externato Infante D. Henrique, de Ruílhe, é uma escola cooperativa implantada nesta região há mais de 35 anos, servindo as populações limítrofes dos Municípios de Braga, Barcelos e Vila Nova de Famalicão.
O território educativo servido por esta Escola foi definido pelo Ministério da Educação há mais de 25 anos, mantendo-se estável, em grande parte devido à ligação estreita entre a Escola e a Comunidade, incluindo os estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico e da educação pré-escolar que partilham este território.
Em reconhecimento desta realidade, o Ministério da Educação criou o Agrupamento Horizontal Intermunicipal “Horizontes do Este” que associou as Escolas do 1º Ciclo e Jardins de Infância deste território educativo, potenciando desta forma processos e acções de articulação e parceria pedagógica entre as duas instituições que, por diversas ocasiões, têm sido apontados como exemplares quer pelos responsáveis autárquicos quer pelos diferentes Serviços do Ministério da Educação.
Esta Associação de Pais teve conhecimento de que, no contexto de um processo de extinção progressiva dos Agrupamentos Horizontais actualmente em curso, o Agrupamento “Horizontes do Este” corre o risco de ser extinto.
A Associação de Pais vem manifestar junto publicamente a sua maior preocupação perante esta eventualidade. Para além de estar em causa a manutenção de um território educativo que, apesar de intermunicipal, tem uma grande unidade geográfica, social, cultural e educativa, em resultado de décadas de cooperação efectiva entre as instituições que dele fazem parte, esta decisão põe um fim prematuro a projectos pedagógicos de cooperação em curso entre a Alfacoop e o Agrupamento que em nada contribuirá para o sucesso educativo, a luta contra o abandono escolar e a oferta de uma educação de qualidade, numa área geográfica já de si tão desamparada.
Neste contexto, a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Externato Infante D. Henrique, exprime veementemente a sua vontade de lutar por todos os meios contra a concretização desta extinção.
Esta Associação de Pais compreende que a figura dos Agrupamentos Horizontais prevista na lei, por razões economicistas, assuma um carácter de excepção, mas sente que há todas as razões, designadamente, educativas e pedagógicas para garantir a unidade deste território educativo e consequentemente, manter vivo este Agrupamento que tem desenvolvido um trabalho a todos os títulos exemplar.
O território educativo servido por esta Escola foi definido pelo Ministério da Educação há mais de 25 anos, mantendo-se estável, em grande parte devido à ligação estreita entre a Escola e a Comunidade, incluindo os estabelecimentos do 1º ciclo do ensino básico e da educação pré-escolar que partilham este território.
Em reconhecimento desta realidade, o Ministério da Educação criou o Agrupamento Horizontal Intermunicipal “Horizontes do Este” que associou as Escolas do 1º Ciclo e Jardins de Infância deste território educativo, potenciando desta forma processos e acções de articulação e parceria pedagógica entre as duas instituições que, por diversas ocasiões, têm sido apontados como exemplares quer pelos responsáveis autárquicos quer pelos diferentes Serviços do Ministério da Educação.
Esta Associação de Pais teve conhecimento de que, no contexto de um processo de extinção progressiva dos Agrupamentos Horizontais actualmente em curso, o Agrupamento “Horizontes do Este” corre o risco de ser extinto.
A Associação de Pais vem manifestar junto publicamente a sua maior preocupação perante esta eventualidade. Para além de estar em causa a manutenção de um território educativo que, apesar de intermunicipal, tem uma grande unidade geográfica, social, cultural e educativa, em resultado de décadas de cooperação efectiva entre as instituições que dele fazem parte, esta decisão põe um fim prematuro a projectos pedagógicos de cooperação em curso entre a Alfacoop e o Agrupamento que em nada contribuirá para o sucesso educativo, a luta contra o abandono escolar e a oferta de uma educação de qualidade, numa área geográfica já de si tão desamparada.
Neste contexto, a Associação de Pais e Encarregados de Educação do Externato Infante D. Henrique, exprime veementemente a sua vontade de lutar por todos os meios contra a concretização desta extinção.
Esta Associação de Pais compreende que a figura dos Agrupamentos Horizontais prevista na lei, por razões economicistas, assuma um carácter de excepção, mas sente que há todas as razões, designadamente, educativas e pedagógicas para garantir a unidade deste território educativo e consequentemente, manter vivo este Agrupamento que tem desenvolvido um trabalho a todos os títulos exemplar.
25 de março de 2007
Um desafio à coerência
No seguimento da publicação do Despacho nº 13313/03, de 13 de Junho, e do movimento de “verticalização” dos Agrupamentos de Escolas que este pretendia promover sob a capa do “ordenamento da rede educativa em 2003/2004”, a FENPROF tornou pública a sua discordância perante a “forma como está a ser levado a cabo o reordenamento da rede escolar, através da imposição de agrupamentos verticais de grande dimensão – modelo de formato único (…)”
A FENPROF considerava que se estava perante “soluções meramente administrativas e economicistas, que, ao contrário do que o próprio decreto-lei 115-A/98 estabelece, não resultaram de dinâmicas locais nem se constituíram a partir de projectos pedagógicos comuns.”
Para a FENPROF, “a constituição e o tipo das associações de escolas deve resultar do levantamento das necessidades educativas de cada concelho e envolver todos os parceiros educativos na procura das soluções que localmente se considerem mais ajustadas às finalidades educativas que se querem perseguir, de forma a potenciar novas dinâmicas de trabalho pedagógico e o desenvolvimento de projectos educativos comuns.”
Ainda segundo a FENPROF, os agrupamentos verticais criados em resultado da extinção de agrupamentos horizontais “foram impostos à revelia do que está estipulado no DL 115-A/98 e no Decreto Regulamentar 12/2000, num processo que desrespeitou posições dos órgãos de direcção e gestão das escolas/agrupamentos e das suas comunidades educativas, e ignorou mesmo pareceres vinculativos de autarquias.”
A FENPROF frisava ainda que a constituição desses agrupamentos verticais “levou à extinção de agrupamentos horizontais que tinham os seus Regulamentos Internos homologados, os seus órgãos de gestão democraticamente eleitos e os seus Projectos Educativos aprovados e em fase de desenvolvimento, sem qualquer avaliação que o legitimasse.”
A FENPROF considerava esta situação inaceitável e exigia a reposição da legalidade.
Nesta altura em que o Ministério da Educação acelera os processos de extinção dos Agrupamentos Horizontais na região norte do país, destruindo administrativamente territórios educativos consolidados, projectos pedagógicos comuns em desenvolvimento e experiências exemplares de cooperação com a comunidade e de articulação pedagógica com outras instituições de ensino, educação e formação numa óptica de oferta territorialmente integrada, à revelia da vontade das comunidades educativas, dos órgãos representativos dos Agrupamentos, dos pais e encarregados de educação e contrariando pareceres expressos dos representantes do poder local, será que a FENPROF está disponível para apoiar a nossa luta?
A FENPROF considerava que se estava perante “soluções meramente administrativas e economicistas, que, ao contrário do que o próprio decreto-lei 115-A/98 estabelece, não resultaram de dinâmicas locais nem se constituíram a partir de projectos pedagógicos comuns.”
Para a FENPROF, “a constituição e o tipo das associações de escolas deve resultar do levantamento das necessidades educativas de cada concelho e envolver todos os parceiros educativos na procura das soluções que localmente se considerem mais ajustadas às finalidades educativas que se querem perseguir, de forma a potenciar novas dinâmicas de trabalho pedagógico e o desenvolvimento de projectos educativos comuns.”
Ainda segundo a FENPROF, os agrupamentos verticais criados em resultado da extinção de agrupamentos horizontais “foram impostos à revelia do que está estipulado no DL 115-A/98 e no Decreto Regulamentar 12/2000, num processo que desrespeitou posições dos órgãos de direcção e gestão das escolas/agrupamentos e das suas comunidades educativas, e ignorou mesmo pareceres vinculativos de autarquias.”
A FENPROF frisava ainda que a constituição desses agrupamentos verticais “levou à extinção de agrupamentos horizontais que tinham os seus Regulamentos Internos homologados, os seus órgãos de gestão democraticamente eleitos e os seus Projectos Educativos aprovados e em fase de desenvolvimento, sem qualquer avaliação que o legitimasse.”
A FENPROF considerava esta situação inaceitável e exigia a reposição da legalidade.
Nesta altura em que o Ministério da Educação acelera os processos de extinção dos Agrupamentos Horizontais na região norte do país, destruindo administrativamente territórios educativos consolidados, projectos pedagógicos comuns em desenvolvimento e experiências exemplares de cooperação com a comunidade e de articulação pedagógica com outras instituições de ensino, educação e formação numa óptica de oferta territorialmente integrada, à revelia da vontade das comunidades educativas, dos órgãos representativos dos Agrupamentos, dos pais e encarregados de educação e contrariando pareceres expressos dos representantes do poder local, será que a FENPROF está disponível para apoiar a nossa luta?
TERRITÓRIO EDUCATIVO

Ao descer os contrafortes graníticos do monte de Airó – Barcelos, até aos fundos aluviais e férteis do Vale do Este, que atravessa o concelho de Braga, Barcelos e V.N. de Famalicão, encontramos as freguesias de Bastuço (Santo Estevão), Bastuço (São João), Sequeade e Cambeses do concelho de Barcelos, Tebosa, Ruílhe, Arentim e Cunha do concelho de Braga e a freguesia de Nine do concelho de V.N. de Famalicão.
A denominação “Horizontes do Este”, surgiu pela influência geográfica que o Rio Este tem na maioria das freguesias constituintes deste Agrupamento e pelo "horizonte" em relação às dos “contrafortes graníticos do monte Airó".
A denominação “Horizontes do Este”, surgiu pela influência geográfica que o Rio Este tem na maioria das freguesias constituintes deste Agrupamento e pelo "horizonte" em relação às dos “contrafortes graníticos do monte Airó".
Este Agrupamento é composto por nove freguesias, distribuídas por três Concelhos.
Apesar deste triângulo geográfico, as freguesias apresentam características idênticas de ordem histórica, sócio-económica. São pequenas autarquias com limites territoriais referenciados num passado comum. Apresentam uma paisagem marcadamente rural, com fortes laços e teias de vizinhança entre as suas gentes, formando “uma” comunidade com dinâmicas muito próprias.
Para este envolvimento, apesar de naturais rivalidades bairristas, contribui a ligação ao ramal ferroviário Nine – Braga, que, ao longo dos tempos tem facilitado a deslocação profissional das populações do campo para a cidade de Braga. Este meio de transporte tem sido um elemento fundamental, ao longo de contínuas gerações, de desenvolvimento académico, cultural e social dos jovens, pela facilidade em frequentar instituições de ensino secundário e superior e outras de carácter lúdico.
Até meados dos anos setenta, este meio de transporte, propiciou o ensino da população, pela possibilidade de deslocação das pessoas para a cidade. Após esse período fê-lo em relação ao Externato Infante D. Henrique, em Ruílhe.
Esta instituição cooperativa tem desenvolvido, ao longo dos tempos, projectos de cooperação educativa e pedagógica com as escolas e jardins-de-infância que agora fazem parte deste Agrupamento, facilitando uma continuidade educativa das crianças e jovens, constituindo um verdadeiro território educativo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)